Aranha Errante Brasileira (Phoneutria): Mordida, Ataques e Outros Fatos

Anonim

As aranhas errantes brasileiras são as aranhas mais venenosas do planeta. Eles pertencem ao gênero Phoneutria, que consiste de várias espécies de aranhas. Algumas dessas espécies, incluindo Phoneutria nigriventer, P. keyserlingi e P. fera, são chamadas de aranhas errantes brasileiras.

Fatos sobre as aranhas brasileiras

Phoneutria nigriventer - uma das poucas espécies de aranhas errantes brasileiras. (Crédito da foto: Techuser / Wikimedia Commons)

A aranha errante brasileira é uma aranha altamente venenosa e agressiva. Também conhecida como a aranha 'banana' (porque essas aranhas são freqüentemente encontradas nos carregamentos de bananas), a aranha errante brasileira 'vagueia' pelo chão da selva em vez de viver em um covil ou construir uma teia.

Aranha errante brasileira

Phoneutria bahiensis, uma espécie de aranha errante brasileira. (Crédito da Foto: Arnaldo de Souza Vasconcelos Júnior / Wikimedia Commons)

Anatomia de aranha brasileira

(Crédito da foto: Bernard DUPONT / Wikimedia Commons)

As aranhas errantes brasileiras são conhecidas por serem agressivas, graças à alarmante toxicidade de sua mordida. No entanto, curiosamente, esse comportamento é na verdade um mecanismo de defesa. Quando ameaçados ou sob ataque, eles levantam seus dois primeiros pares de pernas, indicando aos predadores que estão prontos para atacar. Suas mordidas, portanto, são na verdade um ato de autodefesa e só o fazem quando são provocadas, por acidente ou intencionalmente.

Mordida de aranha brasileira errante em humanos

A mordida de aranhas errantes brasileiras pode ser letal. (Crédito da foto: Epic Wildlife / Youtube)

O veneno é um coquetel complexo de toxinas, peptídeos e proteínas que afeta os canais iônicos e receptores químicos nos sistemas neuromusculares das vítimas. Acontece que o veneno que a aranha brasileira Phoneutria nigriventer injeta em sua vítima contém poucas frações polipeptídicas tóxicas, algumas das quais foram purificadas e comprovadamente neurotóxicas (Fonte). Uma das frações tóxicas, designada PhTx-3, possui seis peptídeos neurotóxicos (Tx3-1 a Tx3-6).

A experimentação demonstrou que o PhTx3 e um dos peptídeos denominados Tx3-3 atuam como bloqueadores dos canais de cálcio, diminuindo a entrada de cálcio que contribui para a liberação de glutamato3 e acetilcolina2 em cortes corticais cerebrais de ratos e sinaptossomas. Em palavras simples, o veneno das aranhas errantes brasileiras bagunça a função do cérebro e causa estragos na vítima.